Estrangulamento externo e estagnação: o papel dos constrangimentos estruturais endógenos e exógenos na longa prostração argentina

Autores

  • Rodrigo Luiz Medeiros Silva USP

Resumo

Durante cinco décadas após 1929, e particularmente durante o último quarto do século XX, a Argentina foi via de regra percebida como caso extremo de estagnação econômica. Assim, ela se tornou um convencional “caso de estudo” para economistas ortodoxos e heterodoxos. Para os liberais, seu malogro econômico decorreria do intervencionismo introvertido supostamente abraçado por suas autoridades. Ao contrário, os estatistas advogam que políticas liberais, ou um intervencionismo malconduzido, causariam as adversidades. Nesse debate dual, é comum que se negligencie a análise de como as vicissitudes do cenário externo poderiam perturbar o funcionamento da economia argentina, limitando o espectro de opções disponíveis aos atores locais. Este artigo é uma tentativa de caracterizar a compressão histórica das oportunidades comerciais abertas a este país, determinando uma carência cambial de longo termo, e sua gradual desestabilização macroeconômica.

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Biografia do Autor

Rodrigo Luiz Medeiros Silva, USP

Economista, mestre em teoria econômica pela Unicamp e doutor em sociologia pela USP. Realiza pesquisas nas áreas de história econômica, relações internacionais e sociologia do desenvolvimento, especificamente naquilo que tange à dependência como fenômeno econômico e cultural, às teorias do sistema econômico mundial, ao padrão de estratificação de sociedades periféricas e à inter-relação entre estas três dimensões no desenvolvimento econômico e social.

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Publicado

2018-05-16

Como Citar

Silva, R. L. M. (2018). Estrangulamento externo e estagnação: o papel dos constrangimentos estruturais endógenos e exógenos na longa prostração argentina. Cadernos Do Desenvolvimento, 7(10), 139–165. Recuperado de https://cadernosdodesenvolvimento.org.br/cdes/article/view/204